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Só Preciso de 15 minutos com um Psicólogo(a). NÃO É BEM ASSIM!

Psicologia

Terapia ou Psicoterapia refere-se ao tratamento de problemas psicológicos, emocionais e comportamentais. Através de técnicas verbais e não verbais, o Psicólogo ajuda o paciente a refletir sobre suas questões e a encontrar formas diferentes e criativas de aliviar o seu incômodo e melhorar seu relacionamento consigo mesmo e com os outros. Geralmente, o foco da Psicoterapia é em mudar pensamentos, emoções e comportamentos ineficientes.

Ainda hoje há pessoas que têm preconceito em relação a ir ao Psicólogo, acreditando que é “só para loucos”. Por outro lado, isso tem mudado: cada vez mais, a população procura ajuda devido a questões do cotidiano, crises pessoais, problemas afetivos, familiares, profissionais, etc.

Algumas pessoas acreditam que procurar um Psicólogo significa que elas não sabem resolver seus próprios problemas ou que elas são fracas. Não existem pessoas fortes ou fracas, cada indivíduo é único e lida com os problemas da sua maneira.
Também há as que acreditam que Psicoterapia é desperdício de dinheiro e tempo e querem que tudo se resolva em um passe de mágica. É preciso entender que o tratamento psicológico é um processo gradativo, porém, bastante recompensador. Estudos publicados na U.S. National Library of Medicine, a maior biblioteca do mundo em assuntos relacionados à Medicina, comprovam que não só os medicamentos conseguem alterar o cérebro e propiciar uma melhora nos sintomas, mas também a Psicoterapia. Mais ainda, o consultório do psicólogo é um local em que o paciente pode se abrir, desabafar e ser ele mesmo.

O mais importante é que o paciente esteja disposto a fazer Psicoterapia e que isto não seja algo imposto por alguém, já que o seu sucesso depende muito da sua vontade e do seu comprometimento com o processo. Além de, é claro, contratar um profissional sério e responsável e que o faça se sentir acolhido e compreendido.

As informações trocadas com o profissional são sigilosas, devendo obedecer aos parâmetros estabelecidos pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo.

Qual a diferença entre Terapia e Psicoterapia?
As duas palavras podem ser usadas para se referir à ajuda psicológica, mas a palavra “terapia” também poder ser usada para outras áreas como a Acupuntura, Homeopatia, Fisioterapia, etc, já que “terapia” se refere ao ato de cuidar, tratar.

Qual a diferença entre Psicólogo e Psicoterapeuta?
Aquele que se forma em um curso de Psicologia recebe o diploma de Psicólogo e pode atuar em diversas áreas, não necessariamente ligadas à Terapia, por exemplo, Pesquisa de Marketing ou RH. Já o Psicoterapeuta, trabalha com uma área mais específica da Psicologia, a Psicoterapia.

Qual a diferença entre Psicólogo e Psiquiatra?
O Psicólogo é formado em Psicologia e pode ser Psicoterapeuta com esse diploma. O Psiquiatra se forma em Medicina, especializa-se em Psiquiatria e pode ministrar remédios. Nem todo psiquiatra é psicoterapeuta. Geralmente, psicólogos cuidam mais dos aspectos emocionais do paciente enquanto que psiquiatras trabalham o lado orgânico. Psicólogos não podem ministrar remédios. Dependendo do problema, é necessário um trabalho conjunto para um melhor resultado.

Abaixo, você pode encontrar respostas para algumas perguntas frequentes. É importante observar que cada profissional tem suas regras e estas podem ser diferentes das que estão escritas aqui.

Como escolher um Psicólogo?
É fundamental escolher um profissional que combine com você. A maioria dos psicólogos concorda que um fator importante em determinar se ele é ou não um bom profissional para cuidar de um paciente, após suas credenciais e sua competência terem sido estabelecidas, é o nível de conforto pessoal que o paciente sente com ele. Um relacionamento profissional também é imprescindível.

O ambiente psicoterapêutico deve ser um local em que o paciente se sinta seguro, acolhido, respeitado e compreendido.
Em geral, isto tudo pode ser sentido nas primeiras sessões.


Como é a primeira sessão? 

No contato por telefone ou mensagem, marca-se um dia e horário para o paciente ir ao consultório. A primeira sessão é o encontro inicial entre o psicólogo e o paciente para se conhecerem, sem compromisso. O paciente relata sobre o motivo pelo qual está lá e o profissional avalia a necessidade e a viabilidade do paciente de fazer ou não o tratamento com ele. A primeira sessão também serve para tirar dúvidas sobre o que é e em que consistirá a psicoterapia (cada profissional tem a sua maneira de trabalhar). Horário, valor e outras informações também são discutidos nesta sessão. Havendo interesse, o tratamento se inicia.

Geralmente, a sessão dura de 50 minutos a 1 hora. Alguns profissionais cobram a primeira sessão, outros não. O paciente não é obrigado a dar continuidade nas sessões, caso não queira.

E da segunda sessão em diante?
As sessões acontecem uma vez por semana e, geralmente, cada sessão dura de 50 minutos a 1 hora. Dependendo do caso, as sessões acontecem duas vezes por semana. Os encontros são feitos no dia e horário combinado. A pontualidade é importante para que o paciente possa aproveitar todo o tempo da sessão, já que o encontro começa e termina no horário marcado. O comprometimento com o tratamento é imprescindível para um bom andamento.

O processo tem um começo, meio e fim e a sua duração depende de cada caso. O paciente tem o direito de parar a qualquer momento, porém antes de desistir, é produtivo refletir sobre o motivo e conversar com o profissional sobre isto. Em muitos casos, o paciente quer desistir exatamente quando “entra realmente em terapia”, ou seja, quando está de fato confrontando seus problemas. O medo e a insegurança surgem, porém, camuflada de desculpas como: “estou sem tempo”, “estou sem dinheiro”, “estou bem”, etc.

Qual o valor das sessões?
Varia de profissional para profissional. É importante destacar que cobrar um valor mais alto ou mais baixo não significa que um psicólogo é melhor ou pior do que outro, cada um tem sua forma de trabalhar.

Se o paciente precisar faltar, é importante ele avisar com antecedência. Em geral, o psicólogo repõe a sessão. Caso o paciente falte sem avisar, a maioria dos profissionais cobra a sessão. Geralmente, três faltas consecutivas sem avisar, é considerado desistência.

Como é a forma de pagamento?
Cada psicólogo trabalha de uma forma, mas as mais comuns são as seguintes: pagar a cada sessão; a cada duas sessões; ou pagar no final do mês após as sessões daquele mês ou no início do mês seguinte. Dinheiro e cheque são as opções de pagamento mais comuns, mas depende de cada profissional.

A maioria dos psicólogos não aceita planos de saúde. Porém, é possível emitir recibo para o paciente obter reembolso do seu plano de saúde. É importante que o paciente verifique com a empresa do seu plano de saúde qual o valor reembolsado e quais informações ele precisa apresentar para conseguir o reembolso, inclusive se é preciso ser encaminhado ao psicólogo por algum médico. Nem sempre o valor ressarcido é o mesmo que o combinado com o psicólogo.

Dra CRISTINA ME LING CHEN YAMADA

Dra CRISTINA ME LING CHEN YAMADA

Escritora. Formada em Psicologia e Coaching de Bem-Estar e Saúde. Pós-graduada em Dependências, Abusos e Compulsões e Arteterapia. Como escritora, tem como objetivo levar temas contemporâneos ao público de forma franca e humorística, sempre com uma pitada de Psicologia/Autoajuda. Página no Facebook: http://www.facebook.com/escritoracristinachen. Site: http://www.cristinachen.wix.com/livros

 

outubro 29, 2018/por vg2ideias
https://r2psicologia.com.br/wp-content/uploads/2017/01/back-r2.jpg 720 1080 vg2ideias https://r2psicologia.com.br/wp-content/uploads/2017/09/logofinal-note.png vg2ideias2018-10-29 17:55:452018-10-29 17:55:45Só Preciso de 15 minutos com um Psicólogo(a). NÃO É BEM ASSIM!

O que é transtorno do pânico e como tratar

Psicologia

Chamada incorretamente de síndrome, o transtorno do pânico é uma doença que afeta cerca de 1,6% da população mundial – para cada homem, duas mulheres sofrem com o quadro – e impacta seriamente a qualidade de vida e as relações sociais. Esse problema é caracterizado por recorrentes episódios de ansiedade ou medo intenso quando não há perigo real ou causa aparente – o resultado são reações físicas graves. E qualquer um está suscetível a passar por isso.
“Embora os ataques de pânico não ameacem a vida, eles podem ser muito assustadores. O indivíduo sente que está perdendo o controle, tendo um infarto ou até mesmo morrendo”, conta Luciana Sarin, psiquiatra do Programa de Distúrbios Afetivos (Prodaf) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A crise ainda é marcada por temor ou desconforto intenso, palpitações, tremores, dificuldade de respirar, sudorese e sensação de que irá desmaiar ou “enlouquecer”. Tudo isso acompanhado de um grave episódio de ansiedade.
De acordo com a médica, há pessoas que têm apenas um ou dois ataques ao longo da vida, e o problema desaparece. Porém, muitas vezes eles se tornam recorrentes e inesperados e, por isso, o indivíduo passa longos períodos com apreensão constante de outro surto. Daí começa a evitar situações que disparariam os sintomas, como eventos sociais e atividades profissionais.
É aí que vem a suspeita de que tenha desenvolvido a doença. O diagnóstico é clínico, ou seja, leva em consideração a história do paciente e os sintomas.
“O início é abrupto e a frequência, variável. É possível ocorrer mais de uma crise por semana, com duração de 10 a 40 minutos. Durante o episódio, é comum a impressão de irrealidade ou despersonalização, como se a pessoa não estivesse de fato ali”, explica Luciana.

O início de tudo – e como tratar

“Momentos de estresse, em particular relacionados com perdas, são gatilhos para a primeira crise”, aponta a psiquiatra da Unifesp. Mas ela acrescenta que há condições que aumentam o risco de o paciente desenvolver pânico. Abuso sexual e físico, tabagismo, neuroticismo R2 Psicologia - PÂNICO(uma tendência de ampliar as emoções negativas, que é característica do temperamento de algumas pessoas) e fatores genéticos são exemplos.
Assim como boa parte dos problemas psiquiátricos, o transtorno não tem cura. Porém, com tratamento constante, os sintomas diminuem dentro de algumas semanas e até desaparecem com o passar dos meses. “Ele ajuda a superar os medos daquilo que se evita por causa dos ataques. Mas os resultados levam tempo e exigem esforço”, atesta Luciana.
O psiquiatra é quem vai bater o martelo sobre a maneira de tratar a doença. A psicoterapia ajuda a compreender os surtos e a lidar com eles. Além disso, podem ser indicados medicamentos antidepressivos.
R2 Psicologia - PÂNICOFerramentas complementares, como técnicas de respiração profunda e de relaxamento (ioga, por exemplo), prática de atenção plena (conhecida como mindfulness) e atividade física também dão uma força. ”É importante ficar longe de cafeína, álcool, cigarro e drogas recreativas, além de manter um sono adequado”, complementa a especialista.
Os portadores do transtorno se sentem culpados, envergonhados e desmoralizados, o que só piora seu desempenho social, profissional e escolar. “De olho nisso, o suporte familiar é essencial para o paciente compreender a necessidade do auxílio profissional para lidar com o pânico e as suas limitações”, conclui Luciana.

 

 

Dra Luciana Sarin

Dra Luciana Sarin

Psiquiatra do Programa de Distúrbios Afetivos (Prodaf) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

FONTE: https://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/o-que-é-transtorno-do-pânico-e-como-tratar/ar-BBOcNFz?ocid=spartandhp

outubro 22, 2018/por vg2ideias
https://r2psicologia.com.br/wp-content/uploads/2018/10/capa_transtorno-1.png 434 1199 vg2ideias https://r2psicologia.com.br/wp-content/uploads/2017/09/logofinal-note.png vg2ideias2018-10-22 13:20:062018-10-22 13:20:06O que é transtorno do pânico e como tratar

Um olhar para a repressão

Psicologia

Um olhar para a repressão

Todas as experiências no desenvolvimento de nossa subjetividade, as sensações, emoções, desejos, sentimentos e os pensamentos, constituem quem sou eu.

Freud o pai da psicanálise, percebeu que algumas recordações não poderiam ser acessadas pela consciência. Recordações essas de teor perturbador em que o indivíduo geralmente tenta esquecer pela dificuldade de serem aceitas, através de mecanismos de fuga para os conteúdos do inconsciente.

Os mecanismos de fuga ou defesa do ego, resiste em aceitar o que não atende pelo ideal em nossa sociedade, tudo o que não é aceito, acolhido e assimilado, geram sintomas neuróticos.

Os principais mecanismos de defesa são: a repressão, a resistência, a negação, a racionalização, o isolamento, a formação reativa, a projeção, a regressão e a sublimação, sendo todos encontrados em todos os indivíduos, sendo o seu excesso prejudicial é o causador das neuroses.

Como tomamos, por exemplo, a racionalização de querer manter o respeito próprio e eximir do sentimento de culpa. Refere-se a uma intenção útil que leva à autoproteção e ao conforto psíquico. O indivíduo cria considerações falsas para não reconhecer as verdadeiras.

A repressão consiste em afastar da consciência alguma ideia penosa, evita de qualquer forma que tal conteúdo venha á consciência. Existem dois tipos de repressão, uma que é inconsciente e equivale a negação e a outra que é consciente, onde o indivíduo compreende que esse pensamento perturbador está lhe ameaçando, mas evita de qualquer forma que tal conteúdo venha à consciência.

Dessa maneira, os mecanismos de fuga do ego são atendidos como  movimentos para diminuir os sintomas neuróticos, fazendo-se necessário o olhar atento para dentro de si mesmo, para identificar e conscientizar-se que fazem parte da personalidade, a aceitação para poder supera-las e consolidando o amadurecimento psicológico, que alcançara o autoconhecimento, consequentemente para possuir uma vida psíquica mais saudável.

 

Patrícia Toniote

Graduação em Psicologia pela Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE)
CRP 12/15543

outubro 9, 2018/por vg2ideias
https://r2psicologia.com.br/wp-content/uploads/2018/10/negacao-1.png 321 913 vg2ideias https://r2psicologia.com.br/wp-content/uploads/2017/09/logofinal-note.png vg2ideias2018-10-09 10:48:452018-10-09 10:48:45Um olhar para a repressão

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