Para muita gente, a famosa Black Friday significa uma oportunidade de comprar aquilo que está precisando por um preço mais em conta, não é? É assim para você?

Para outras pessoas, entretanto, é a oportunidade para comprar, simplesmente, o que quer que seja. E aí é onde está o grande perigo da Black Friday!

Apesar das ofertas tentadoras, por que sentimos tanta necessidade de comprar?

A psicóloga Sarah Lopes, do HapVida Saúde, especialista em psicologia, alerta sobre esse comportamento do consumidor. Ela chama a atenção de que o problema não é aproveitar grandes promoções para economizar, mas sim quando comprar vira uma necessidade incontrolável. “A compra deixa de ser natural e passa a ser compulsiva. O comprar se torna algo inevitável e desnecessário, ou até mesmo quando o pensamento do indivíduo permanece na ação de comprar”. As pessoas devem ficar de olho na linha que há entre gostar de comprar e a compulsão por compras, afirmou ela.

Promoções como a Black Friday enchem os olhos do consumidor, que acaba, muitas vezes, comprando coisas que não precisam – apenas pelo preço bom. É preciso ter muito cuidado, analisar muito bem as finanças e as necessidades antes de comprar, e fazer a pesquisa de preço para não cair no deslumbramento das promoções e acabar com as contas no vermelho.

Para as pessoas que compram muito ou tem certo grau de compulsão com compras, é necessário haver um limite com essas promoções (seja por limite de produtos ou valor) ou até mesmo evitá-las, e procurar ajuda de um especialista.

Quem é diagnosticado com compulsão não deve ter cartões de créditos ou algo que permita sua compra. A psicóloga afirma que  “o indivíduo compulsivo deve sempre sair de casa com um único objetivo e com valor em espécie para este fim. Caso seja uma compra muito alta poderá ser acompanhado por alguém que possa sempre limitar as compras”.

Independente de ser Black Friday ou não, é importante ter o controle das finanças. Comprar deve ser algo consciente!

 

Fonte: Jornal A União

A Neuropsicologia avalia a função cerebral a partir do comportamento cognitivo, sensorial, motor, emocional e social do indivíduo (Lezak, 1992). Aplica-se a bebês e crianças, adultos e idosos. 

A Avaliação Neuropsicológica é o estudo detalhado das funções cognitivas, emocionais e comportamentais, sendo considerada uma avaliação funcional do cérebro. Esta avaliação além de fornecer  importantes informações diagnósticas sobre a criança, apresenta um papel fundamental do ponto de vista preventivo, sendo a identificação precoce dos transtornos do desenvolvimento um fator  fundamental para estabelecer e estruturar rotinas de tratamentos e orientações com foco na prevenção de dificuldades ou transtornos mais sérios em outras etapas da vida.

Através de instrumentos psicométricos, escalas do desenvolvimento e análise qualitativa da produção do paciente, consegue-se identificar precocemente alterações no desenvolvimento cognitivo e comportamental, nos permitindo avaliar as seguintes funções cognitivas: praxias; gnosias; habilidades visuo-perceptivas, construtivas e espaciais; velocidade de processamento de informação; linguagem; memória; funções executivas (flexibilidade mental, abstração, formação de estratégias e de conceitos, atenção e concentração) e eficiência intelectual.

Entre as principais queixas escolares e até mesmo familiares são freqüentes: 1) Problemas de Aprendizagem; 2) Queixas de atenção e agitação; 3) Dificuldade para memorizar conteúdos acadêmicos; 4) Dificuldade em compreender instruções de ordens mais complexas; 5) Dislexia/ Discalculia; 6) Transtornos de Linguagem; 7) outros

Estas queixas acabam despertando dificuldades emocionais e comportamentais nas crianças, que passam a apresentar comportamentos opositores, desafiadores, mutismo seletivo, agressividade, passividade, condutas indevidas frente ao ambiente escolar, familiar e social.

Observando-se claramente que alterações do funcionamento cognitivo interferem diretamente em alterações do comportamento e vice versa.

 

Dessa forma, a Avaliação Neuropsicológica Infantil caracteriza o modo como ocorre o funcionamento neuropsicológico de cada criança e de que forma este funcionamento interfere nas funções cerebrais e consequentemente sua influencia na aprendizagem.

 

A avaliação permite realizar diagnósticos precoces e diferenciais, proporcionando intervenções terapêuticas que contribuem e reestabelecem as funções cognitivas com funcionamento inadequado, visto que o cérebro da criança encontra-se em desenvolvimento e é plenamente favorecido pela Neuroplasticidade ou Plasticidade Neuronal , que refere-se à capacidade do sistema nervoso de mudar e adaptar-se funcionalmente e estruturalmente.

 

Além das indicações relacionadas à dificuldade de aprendizagem, desatenção e hiperatividade, indica-se a avaliação neuropsicológica para autismo, síndromes genéticas doenças neurológicas, transtornos invasivos do desenvolvimento e outros.

 

O mais importante, é que os Pais e a Escola se dêem conta da criança como um todo, observando constantemente seu desempenho cognitivo, seu comportamento, suas potencialidades e dificuldades, habilidades sociais e adaptativas. Buscando sempre que necessário o auxilio de um profissional.

Texto de:

Simone S. Drigo – Neuropsicóloga e Psicóloga Clínica da Clia Psicologia Saúde e Educação

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